quarta-feira, 5 de março de 2008
Publico imobiliário
terça-feira, 4 de março de 2008
caos urbanístico em Portugal

O Portal de Urbanismo permite o acesso à Exposição Virtual 30 anos de Caos Urbanístico. Apesar de ser um trabalho de 2002, o problema continua actual. A exposição dá a conhecer alguns dos mais dramáticos atentados urbanos que proliferaram pelas nossas cidades. Uma apresentação que consciencializa para os erros e permite compreender que é mais por falta de cultura do que por falta de dinheiro, que vemos comprometido o território em que muitos vão viver, crescer e construir as suas vidas.
domingo, 2 de março de 2008
Os Passos da Glória

Numa das minhas visitas a uma livraria Bertrand do Porto, a capa de um livro chamado Os Passos da Glória focou a minha atenção por reconhecer nela uma foto do Mosteiro de Refóios do Lima. Folheei o livro para tentar perceber a ligação a Ponte de Lima. É um relato ficcionado de um escultor português de fins do século XIX que se aventurou por cidades europeias como Paris onde conheceu pintores como Rodin. Alguém que se movimentou pelas classes altas da sociedade portuguesa e literária onde conheceu Eça de Queirós mas manteve também ligações com a aristocracia limiana. O romance é escrito pelo arquitecto Manuel de Queiroz. Deixo a descrição da editora:
"Romance biográfico ou biografia ficcionada de Aleixo Queiroz Ribeiro, um escultor português com um percurso de vida extremamente aventuroso. Centrado nesta figura culta e cosmopolita, a narrativa visita momentos cruciais da sua vida e obra: a sua estadia em Paris, em fins do século XIX, durante os anos de formação em que estudou escultura na cidade da luz, e onde conheceu e privou com grandes nomes da arte escultórica, como Rodin e Saint-Gaudens, da literatura, como Eça de Queiroz, e outros de igual vulto; e o seu casamento com uma das mulheres mais interessantes e ricas da América, a viúva Stetson. Estes dois momentos fundamentais, visitados em detalhe e intercalados com outros de transição, estruturam toda a obra, explorando e dramatizando um dos seus principais aspectos: a personalidade dual da sua personagem principal. Recria-se ainda e de uma forma muito interessante a relação dialógica que Aleixo Q. Ribeiro mantinha com as «referências» culturais, então vivas, portuguesas e estrangeiras."
fonte: http://www.bertrand.pt/
sexta-feira, 29 de fevereiro de 2008
quarta-feira, 27 de fevereiro de 2008
A roda de relva
A roda de relva, um projecto criado por alunos de uma faculdade americana, a Dalhousie School of Architecture, é uma boa metáfora da crescente relação do individuo com os novas expansões urbanas pobres no convívio com a natureza. Desta forma temos um pequeno espaço espaço verde individual, portátil, que poderá acompanhar-nos ininterruptamente.
(http://www.inhabitat.com/2006/07/31/grass-wheel/)
(http://www.inhabitat.com/2006/07/31/grass-wheel/)
segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008
Toldos
Não é uma questão recente mas há décadas que a vila tem sido demasiado permissiva em relação aos toldos existentes nos espaços comerciais. Em certos casos não têm real fundamento para a sua existência como é o caso das ruas interiores da vila onde não há necessidade de sombreamento e portanto o toldo serve apenas para publicitar a marca de café que patrocinou o mesmo. No caso dos estabelecimentos comerciais voltados ao rio, como acontece no Largo de Camões, é compreensível a existência de algum sistema de sombreamento devido à exposição solar. Porém, nem sempre a colocação destes toldos é aplicada da melhor forma. Isto porque se sobrepõem geralmente às cantarias das portas ocultando a leitura das mesmas na sua plenitude. Noutros casos escondem o labor artístico das varandas como acontece no prédio da havaneza onde estes painéis lhe retiram protagonismo. Sugeria uma solução mais pontual, de painéis à medida do vão interior das portadas libertando as molduras das portas de forma a que todo o piso térreo do Largo de Camões ou do Passeio 25 de Abril possa ser lido de uma forma mais clara.
sábado, 23 de fevereiro de 2008
quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008
Belmira
Sob olhar do mais indiferente, a minha obsessão pela limpeza visual e clareza da morfologia urbana pode ser excessiva. No entanto, quando apercebo-me que determinado pormenor poderia ser facilmente melhorado é-me difícil, a cada vez que dobro a esquina, não fixar-me nesse mesmo pormenor e pensar em como todo o espaço urbano beneficiaria. É o caso deste poste de iluminação existente a poucos metros do Palacete Villa Belmira. Sendo este imóvel uma peça decisiva no alinhamento daquele eixo que se estende ao rio, julgo que era de primordial importância a sua leitura ser valorizada. Seria uma intervenção que, aliada à actual (e demorada) recuperação da fachada do palacete, restituiria o seu real valor urbano. Sendo um entroncamento de várias ruas, exigente a uma iluminação eficaz, seria favorável uma desmultiplicação da iluminação por vários pontos de forma a fundir-se mais equilibradamente no espaço e evitar a torre de iluminação.
segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008
domingo, 17 de fevereiro de 2008
Periferia

Esta imagem, retratando uma panorâmica da nova expansão urbana da vila, recorda-me uma peripécia relatada por um dos intervenientes do programa Prós e Contras da rtp do último dia 11 de fevereiro. Uma jurista italiana quis visitar as cidades portuguesas. No fim desse roteiro que terminou numa cidade que curiosamente é património mundial (Guimarães), ela comentou que de facto sente-se que Portugal é um país cheio de história e com cidades monumentais e interessantes mas que estavam com periferias desastrosas. O jurista português que a acompanhava tentou explicar, ou desculpar este facto com o argumento de que em Portugal existia muita corrupção e especulação imobiliária ao qual ela respondeu: "mais corrupção do que em Itália vocês não têm, vocês têm é uma extrema falta de gosto".
sexta-feira, 15 de fevereiro de 2008
Arquitectura Moderna versus Centro Histórico

Ponte de Lima foi sendo pontuada nos últimos anos com obras de arquitectura marcadamente contemporânea. Refiro-me em particular à recuperação do Mercado Municipal, o novo posto de turismo e o Mercado do Gado na zona de S. João. Qualquer arquitecto que intervenha em centros históricos sabe que está perante um presente envenenado. Não é facilmente assimilado pela população um novo objecto estranho no casario antigo. No entanto, as cidades são feitas de sedimentos cronológicos e a vila de Ponte de Lima é formada por pedaços de vários séculos que foram feitos e refeitos num acto contínuo de acrescentar valor ao espaço comunitário num processo de necessidades. A realidade é que muito do que vemos no espaço do centro histórico como valor inestimável e perfeitamente integrado foi na sua época seriamente criticado. Cito como exemplo a construção do Mercado Municipal nos anos 30 sob um estilo "Português Suave" com as suas altas torres nas extremidades e que alterou a fachada ribeirinha da vila. O rasgar da Rua Cardeal Saraiva até ao rio com a demolição de algum casario setecentista e parte do Hospital da Misericórdia não terá sido pacífica. Com este pensamento, sobre o facto destas obras serem assumidamente modernas julgo que não poderiam ser de outra forma. São mais um sedimento, desta vez do princípio milénio, e que são facilmente identificáveis como tal. O modo como o "novo" se integra com o antigo é conseguído através de mecanismos próprios da competência do arquitecto (escala, proporção, materiais comuns ao restante tecido edificado ou valores históricos e da memória colectiva) mas também a criatividade do autor. A arquitectura tem como papel a resolução de problemas concretos das pessoas, da cidade. Coloca questões de forma a valorizar o objecto em causa com uma solução especial que seja simultaneamente funcional, que faça sentido e que seja obviamente materializada com uma solução esteticamente agradável e coerente. Sou assim contra a procura de um determinado arquitecto no sentido da encomenda de uma obra carismática para a cidade onde sobressaem apenas as suas características escultóricas. Não penso que tenha sido este o caso de Ponte de Lima. Nas três obras que citei reconheço-lhes qualidades arquitectónicas de arquitectos com provas dadas no panorama nacional e que procuraram responder a programas e questões concretas. Com alguma distância da sua inauguração procurarei fazer um balanço da sua presença urbana. O Mercado Municipal do arquitecto José Guedes Cruz surge da necessidade de recuperar o degradado mercado e prepará-lo para os novos tempos. Quebra com o conceito tradicional de pátio fechado onde aconteciam as trocas tornando-o mais transparente através de uma praça que se prolonga para o exterior. Concentrou a intervenção num estreito volume forrado a cobre que o insere de forma inteligente no ambiente cromático da Avenida dos Plátanos. Interessante a forma como este volume de dimensões consideráveis tem um ar efémero, parecendo facilmente desmontável. No entanto vimos definhar toda a dinâmica existente como mercado muito provavelmente por ter-se quebrado com a tipologia de pátio e o equipamento ter sido pensado para a recepção de outros eventos, talvez prevendo uma extinção no futuro como mercado. O posto de turismo do arquitecto João Álvaro Rocha, entre o Arquivo Municipal e o Paço do Marquês, surge da ideia de ligação do Largo da Lapa à cota baixa. O que inicialmente seria um projecto de arranjo urbanístico acabou num pequeno edifício de apoio ao turismo sem que o acesso ao Largo da Lapa tenha sido desenhado de forma eficaz. Porém, este equipamento tem vários pontos positivos na forma como cria novos acessos e atravessamentos ao Arquivo Municipal e ao Paço do Marquês através de um terreno estratégico. A meu ver este edifício insere-se bem no pré-existente com a sua escala e uso de materiais presentes no centro histórico. E se é verdade que o faz de uma forma egocêntrica, atraindo para si as atenções, também o faz valorizando o antigo num jogo de contraste entre gerações. No seu topo, esta intervenção oferece à vila uma belíssima praça enquadrando adequadamente a fachada sul do Paço do Marquês. Pena que para o efeito tenha-se forçado demasiado a inclinação da escarpa contígua à rampa de acesso. Por fim, temos o Mercado do Gado do arquitecto José Manuel Carvalho de Araújo. É uma obra térrea inserindo-se naquela zona predominantemente horizontal. Tem um carácter algo "bruto" na sua concepção com a utilização do betão arquitectónico de forma a responder às exigências de manutenção da actividade a que se propôs; alojamento de gado e outros animais. A lado negro que percorre estas três obras é o facto de todas estarem marcadas por uma grande ambiguidade funcional ou terem uma actividade sazonal. O Mercado Municipal não funciona eficazmente para o efeito mas também não se tem tirado partido das potencialidades daquela grande praça coberta. O Mercado do Gado, pelo contrário, tem servido de pretexto para todo o tipo de eventos. A meu ver alguns dos eventos não se compatibilizam com o espaço; é o caso das feiras do livro ou do artesanato onde me parece insólita a sua convivência num espaço de ar industrial, parca em iluminação e incapaz de rivalizar com a dinâmica da Avenida dos Plátanos. O posto de turismo está geralmente encerrado e é compreensível o desnorte quanto à função a atribuir quando a escassos metros temos o Paço do Marquês com área suficiente para albergar todas as actividades. O maior inimigo de qualquer edifício é a sua inactividade. Como sabemos hoje existe um tipo de turismo em franco crescimento que é o do roteiro das obras modernas de arquitectura como património. Ponte de Lima entrou neste roteiro com estas obras que foram bastante divulgadas e premiadas na imprensa da especialidade. Neste sentido considero uma aposta ganha da Câmara Municipal pela sua coragem em investir num tema tão sensível e sobretudo tão caro aos autarcas. A este roteiro conseguimos incluir também obras de iniciativa particular como o conjunto arquitectónico do Club de Golf, as duas casas do arquitecto Eduardo Souto de Moura, a recuperação do Mosteiro de Refóios do arquitecto Fernando Távora entre outras. Intervenções no território que credibilizam e sedimentam a urgência de uma arquitectura competente para a nossa comunidade.
Jornal Alto Minho (14-02-2008)
quarta-feira, 13 de fevereiro de 2008
Ponte de Lima

Encontrei este interessante texto sobre Ponte de Lima de uma jovem arquitecta em que nele registou a sua passagem pela vila:
ponte de lima
Para dizer como arquitectura preenche a vida. O acto de construir. Construir como acto que se inicia na concepção e termina muito depois da obra acabada. Construir como acto que se inicia antes da concepção, no envolvimento cultural com o sítio. Siza. O sítio – paradigma da nossa – minha - formação. Hoje a cultura do lugar parece que passou de moda. Agora que provavelmente ela deveria estar muito mais presente, não como a defesa contra o global, assim explicitamente defendida pelas correntes do poder, mas como algo que nos identifica globalmente, sem preconceito e sem xenofobias. Contra a tentação da marca e do comércio. Contra a afirmação do arquitecto e mais pela afirmação do construtor. Hoje saber construir significa, antes do mais, interpretar para apagar e não para marcar. Encontrar o lugar que, de um modo indelével, tem que ser tocado pela mão do homem para emanar um novo significado. Passeei em Ponte de Lima, com um rio cheio e lasso, onde se lia corrente, que teimava em contrariar a sua denominação de rio morto. O Lima estava cheio, vital. Os patos-reais deixavam-se ir ao sabor da água e levantavam voo rasante por entre as árvores e arbustos submersos pelo meio. Os pescadores, equipados e cantantes, debatiam-se com a corrente à espera das trutas. Os muros húmidos mostravam texturas e cores feitas de inertes e da vida dos líquenes, dos pequenos malmequeres, dos musgos e das violetas bravas.A água da chuva reluzia nos campos verdes e planos já sem os testemunhos das culturas tradicionais. Restam pequenos pontos brancos desenhados pela flor da couve galega e a amarela dos grelos e dos hortos. Os muros também eram ruínas. O tempo parou por entre os nossos passos contínuos ao longo da margem debaixo do olhar cirúrgico de arquitectos… e não só. Porque neste não só, estará o limite para aquilo que o arquitecto anseia fazer, marcar o lugar. Estará o bom senso de nos entendermos enquanto prolongamento do natural, culturalmente moldados, para dele sabermos colher toda a sua força vital.Maria
http://conta-mina.blogspot.com/2006/03/ponte-de-lima.html
domingo, 10 de fevereiro de 2008
Vinha
Mesmo ao lado da ponte romana, os tradicionais esteios de granito substituídos por esteios de betão...
quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008
Clarabóia

O prédio que alberga a Pastelaria Princesa e o Restaurante "Celeiro" será transformado num hotel de quatro estrelas. Um dos prédios mais interessantes do centro histórico será finalmente restaurado para uma função que esperemos que o dignifique. Apreensivo com a futura recuperação deixo registado neste blog a sua clarabóia.
André da Rocha

Numa das minhas pesquisas cibernáuticas fiquei surpreendido com a existência de uma pequena cidade com o meu nome no Estado do Rio Grande do Sul, Brasil. A história diz-nos que o nome é uma homenagem ao primeiro juiz comendador da comarca, o Dr. Manoel André da Rocha (1860-1942) que participou activamente na defesa do município que se tinha tornado reduto republicano durante a Revolução de 1893. Segundo a wikipédia, os andré da rochenses contam com 1260 habitantes e 329,736 km2 de área. A foto corresponde a um cartaz anunciando a 7ºa exposição de agro-pecuária na cidade que decorreu em 2007.
quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008
Violoncelo
Se passearmos pelo centro histórico da vila de olhos voltados para o último piso dos prédios podemos ser surpreendidos com pequenos pormenores. Este é um curioso elemento arquitectónico em forma de violoncelo na transição entre duas águas furtadas . Para os menos atentos isto acontece na travessa entre a Rua da Abadia e Rua da Matriz mesmo contígua à igreja.
segunda-feira, 4 de fevereiro de 2008
sexta-feira, 1 de fevereiro de 2008
Sócrates
O primeiro-ministro que tanto esforço dispensou para termos em Portugal cidades com mais qualidade de vida e ambiental (Programa Polis), admirador confesso do arquitecto Álvaro Siza Vieira; José Sócrates demonstra nesta obra supostamente projectada por ele próprio, o seu bom gosto e contributo valioso para a sua cidade natal.
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