domingo, 26 de abril de 2009

Madalena Martins

Boletim municipal
Mascote Feiras Novas

A designer Madalena Martins será porventura das artistas limianas mais subestimadas. O período de maior fulgor da última década autárquica confunde-se com as inúmeras contribuições da Madalena na criação de uma iconografia própria. A Madalena Martins e o seu atelier criaram um traço muito particular e que surge de uma clara investigação na iconografia popular e muito sedimentada em raízes minhotas, desde os trajes folclóricos, os lenços, a joalharia ou ornamentação festiva. Este peso da tradição é condensado em formas contemporâneas e vivas. O atelier teve um importante papel na renovação imagética das Feiras Novas e todo o franchising sendo hoje um marca facilmente reconhecível fora de Ponte de Lima. Todo o grafismo desenvolvido pelo atelier tem perdurado desde então. Apesar de hoje ser algo bem assimilado pela população, esta renovação não aconteceu sem uma recepção pública com opiniões contraditórias. No entanto, a mascote das Feiras Novas é hoje um símbolo incontornável.
Das contribuições para a Autarquia posso citar como exemplos, o grafismo do autocarro oficial, o boletim municipal e toda a iconografia da Área Protegida das Lagoas.
Mas o traço de Madalena Martins e o seu atelier "Zain" ultrapassa a área geográfica de Ponte de Lima, sendo o seu trabalho facilmente reconhecido na cidade do Porto ou Lisboa. Deixo como exemplo o Cartaz de S.joão do Porto de 2005.

Lagoas

Cartaz S.João Porto 05

quinta-feira, 23 de abril de 2009

"Lagoa"


A Câmara Municipal de Ponte de Lima colocará em funcionamento no próximo sábado a rede de bicicletas urbanas destinadas a turistas e munícipes. Os pontos de paragem localizados na quinta de Pentieiros, Centro de Interpretação Ambiental das Lagoas de S.Pedro de Arcos/Bertiandos e no Mercado Municipal da vila. É uma óptima iniciativa que vem dar seguimento a uma política ambiental e de salvaguarda da paisagem. Estes pontos de paragem fazem crer à partida que o percurso incentiva mais um conceito de passeio turístico junto às margens do que propriamente uma ideia de uso quotidiano dentro dos limites urbanos e maioritariamente usado pelos limianos. Já defendi neste blog a "contaminação" das ecovias pelos eixos urbanos estruturantes da vila como a Avenida António Feijó, Via Foral D.Teresa e até um percurso pelo Monte da Madalena. Desta forma é de salutar a operação que está sendo levada a cabo na Avenida António Feijó dotando-a com ciclovias devidamente separadas dos automóveis. Estas ciclovias juntar-se-ão à recente intervenção ribeirinha e a partir daqui directamente ligadas às ecovias.
No entanto, se na Avenida António Feijó o uso de tinta azul florescente serve bem os propósitos, o mesmo não acontece na Avenida dos Plátanos. É com indignação que vejo o mesmo tratamento sobreposto ao pavimento longitudinal desta alameda. Todo o enquadramento paisagistico é afectado de forma gravosa por este ruído no pavimento. Se por um lado a Avenida dos Plátanos é por si só uma larga "ciclovia" desprovida de trânsito automóvel e perfeitamente apta ao convivio saudável entre peões e bicicletas sem necessidade de uma marcação tão clara de separação, a existir deveria ter sido devidamente desenhada com materiais que se integrassem de forma saudável no conjunto. As ciclovias em centros históricos exigem um tratamento mais sensível. Será que veremos estas linhas a prolongar-se pela recente intervenção no Passeio e Largo de Camões? Porque não previu esta intervenção as ciclovias no seu desenho?

domingo, 19 de abril de 2009

Ponte de Lima 1963 (II)


Um outro areal que começa a apagar-se da memória colectiva...


Sequência de vídeo retirada do documentário da RTP sobre Ponte de Lima inserida na série "Terras de Portugal" de 1963.
Direcção e realização do jornalista limiano Reinaldo Varela.

Música: Max Richter - H in New England


quinta-feira, 9 de abril de 2009

Alameda S.joão


A Câmara Municipal de Ponte de Lima anunciou a revitalização da Alameda de S. João. Uma medida que já se assumia mais urgente do que a actual intervenção no Passeio 25 de Abril. A Alameda de S.João sempre foi a "irmã" pobre da Avenida dos Plátanos. A sua actual vocação como acesso obrigatório à Expolima acentuou a sua degradação mas também retirou esta alameda da sua condição periférica e sombria. Aproveitem-se as sinergias das correntes obras de repavimentação do passeio, melhorem o acesso do Largo da Feira a esta alameda, novos candeeiros e recuperem a linha de arvoredo bastante degradada. Julgo que existe alguma beleza a ser redescoberta.

terça-feira, 7 de abril de 2009

Granihouse




A Graniminho, uma empresa sediada em Ponte de Lima, constrói casas modulares amovíveis com cerca de 48m2. rondam os 60 mil euros e não necessitam alicerces. Desta forma ficam normalmente isentas de licenciamento camarário. A casa tipo é um T2 com 24 toneladas de peso.

É um conceito que pretende alargar-se a outros programas arquitectónicos como apoio de piscina, abrigo de montanha, atelier ou um simples anexo de jardim.


"São casas modulares, que normalmente não pagam impostos, embora esta não seja uma questão linear, já que há diferentes interpretações de câmara municipal para câmara municipal", disse, à Lusa, José de Brito, um dos administradores da "Graniminho". "Em três meses, a casa fica pronta a habitar, num conceito chave na mão. Nós levamos a casa ao terreno do cliente e instalámo-la, ou em cima de uma pequena laje de betão ou em pilares de granito. Se um dia, por acaso, o cliente decidir mudar de ares, é só contactar-nos que nós trataremos de lhe levar a casa para a sua nova morada", disse ainda José de Brito.


É uma ideia de forte expansão futura no mercado e uma prova do empreendedorismo e criatividade de alguns empresários limianos que não cedem ao cinzentismo provocado pela crise actual e uma excelente forma de revitalizar a industria de granito no concelho.


Graniminho
RTP
Expresso

quarta-feira, 1 de abril de 2009

Ponte de Lima 1963





Sequência de vídeo retirada do documentário da RTP sobre Ponte de Lima inserida na série "Terras de Portugal" de 1963.
Direcção e realização do jornalista limiano Reinaldo Varela.

Música: Philip Glass - metamorphosis two

quinta-feira, 19 de março de 2009




Certos elementos naturais elevam-se quase ao estatuto de património quando estes começam a figurar de forma tão marcante na memória visual do espectador. É o caso desta palmeira (não sei se será esta a verdadeira designação cientifica deste exemplar) existente na recém restaurada Casa do Arnado. Um dos postais de Ponte de Lima é pontuado inevitavelmente por esta árvore de porte elegante e altivo. Embora tenhamos tendência a valorizar a imagética do património construído, julgo que o desaparecimento desta "coluna vegetal" seria já uma perda digna de referência.

quarta-feira, 18 de março de 2009

A vila mais antiga

foto: José Marinho c.1925


A suspeição da imprensa regional e nacional sobre a legitimidade da afirmação da posse do título de vila mais antiga de Portugal por parte do município de Ponte de Lima tem ganho repercussões graves. Os contornos desta afirmação nunca me foram claros, no entanto assumi que Ponte de Lima seria a vila mais antiga não histórico-cronologicamente mas sim porque as verdadeiras vilas detentoras do título elevaram-se a cidade ganhando automaticamente Ponte de Lima essa categoria. O desinteresse da autarquia na elevação de Ponte de Lima a cidade seria em parte uma estratégia no sentido de não deixar escapar esse título.


Quando os historiadores não chegam a conclusões claras é normal os casos mais prováveis apressarem-se a reclamar o título. Faz lembrar as várias teorias sobre o nascimento de personalidades históricas como Gil Vicente. Na sua probabilidade, cidades como Guimarães adiantam-se a dar o seu nome a uma escola e Barcelos a um clube de Futebol quando provavelmente Gil Vicente não nasceu no Minho mas nas Beiras. O mesmo acontece com Cristovão Colombo sobre a sua nacionalidade portuguesa ,castelhana ou até italiana. Daí terem proliferado as supostas casas-museu em várias localidades.


No caso de Ponte de Lima o assunto parece ser historicamente bem fundamentado visto o município de Soure ter recebido foral em 1111 pelo Conde D.Henrique (14 anos antes de Ponte de Lima) e com a agravante de ainda ser uma vila. É curioso esta vila de Soure não ter reclamado este título quando esta afirmação tornou-se um sobrenome de Ponte de Lima nos últimos anos.
Esperemos então pela reposição da verdade.

A moda das autarquias do país quererem assumir a sua identidade com algum titulo como "a capital de algo" generalizou-se nos últimos 15 anos. Santarém-Capital do Gótico, Braga-Cidade Barroca, Coimbra-Capital do Conhecimento, Ponte de Lima-A vila mais Antiga.
É verdade que Ponte de Lima não necessitava de cultivar esta falácia ao ponto de acreditarmos nela própria. É embaraçoso para os habitantes e Ponte de Lima tem apostado noutros temas que fariam mais sentido como referência nacional como a aposta na ecologia. Esperemos então que a autarquia não caia no provincianismo de mudar a placa da auto-estrada A3 de "Ponte de Lima- a vila mais antiga" para "Ponte de Lima - A Capital do Arroz de Sarrabulho".

segunda-feira, 2 de março de 2009

Arquitectura desaparecida em Ponte de Lima (III)

Ponte de Lima em 1858

Dia de cheia em 1947

actualmente



O conjunto de 3 prédios demolidos para dar lugar ao edifício da actual Caixa Geral de Depósitos apresentavam-se ligeiramente mais recuados em relação ao Passeio 25 de Abril e Torre de S.Paulo. Isto permitia uma melhor visualização desta torre medieval a partir do Largo de Camões. O conjunto era constituído por um edifício de lote estreito que relacionava-se com ao Largo de Camões e Rua do Postigo. Era um prédio de duas assoalhadas mais o habitual piso recuado construído com materiais mais leves. O seu desenho segue a traça dominante do resto do casario do séc.XIX de janelas de abas e caixilharia em guilhotina. Voltados ao rio dois prédios contribuíam para o desenho da frente ribeirinha da vila. Apesar de conterem o mesma traça arquitectónica com as janelas de cantaria similar e ornamentos de losangos duplos (um desenho pouco comum no resto do casario da época), julgo serem dois prédios distintos por duas razões. Na fotografia da vila em 1858 apenas existe a ala direita do prédio que confronta a Torre de S.Paulo e sem um piso adicionado posteriormente. A outra razão prende-se com o desnível existente entre os dois prédios assumindo a diferença. Ambos continham pouca profundidade. Estavam implantados exactamente sobre a linha da muralha substituindo os cerca de 3,50m desocupados por esta. A fotografia de 1858, apesar de não proporcionar uma leitura muito rigorosa, parece apresentar um convívio da fachada deste prédio com o troço da muralha correspondente à demolida Porta do Postigo e o seu nicho superior. A fachada era complanar à muralha e talvez existisse um acesso desta à muralha através do andar superior (podemos deduzir que a demolição do Arco da Porta do Postigo, tal como o da Porta Nova ainda não era prevista pelas entidades camarárias visto que este prédio foi desenhado incluindo este troço da muralha como condicionante do projecto). Até à sua demolição este conjunto sofreu sucessivas adições de pisos e águas furtadas. Os 3 prédios deram origem ao edifício da Caixa Geral de Depósitos que está inserido num programa nacional que visava cobrir o território com este equipamento por parte do governo do Estado Novo. Eram equipamentos construídos maioritariamente nas praças principais das cidades sob o estilo arquitectónico vulgarmente denominado "Português Suave". Não sendo o edifício da Caixa Geral de Depósitos de Ponte de Lima uma referência marcante deste estilo, esta arquitectura procurava recuperar elementos de uma arquitectura dita tradicional como pilaretes, desenhos de vãos, cantarias e adicionando elementos de revivalismo nacionalista como esferas armilares (presentes nas varandas da CGD), brasões ou caravelas. Era uma arquitectura utilizada em plena era moderna e que por vezes produzia resultados contraditórios no projecto de equipamentos com programas arquitectónicos novos. O edifício da CGD de Ponte de Lima é assim um edifício sólido, algo austero na sua escala e volumetria monolítica em relação ao restante casario e que, ao contrário do anterior conjunto de prédios, não retirava um certo protagonismo à Torre de S. Paulo. Na década de 80 do século passado, o redimensionamento das janelas do piso superior suavizou a sua escala. Porém, este edifício integra-se razoavelmente no ambiente construído do Largo de Camões.


Bibliografia: planta: Ontem-Hoje, O Largo de Camões, 1983 p.316
Ponte de Lima, Uma Vila Histórica no Minho, p.237
Arquivo Família Vieira Lisboa_Casa da Freiria (foto de 1947)

sábado, 28 de fevereiro de 2009

Prémio Sécil

O Prémio Sécil 2008 que visa distinguir bi-anualmente obras de referência em engenharia e arquitectura foi atribuido ao arquitecto Nuno Brandão Costa, um jovem arquitecto de 39 anos que tem-se assumido como um dos mais emergentes arquitectos europeus. A obra do Edifício Administrativo e Show-Room "Móveis Viriato" em Paredes foi a premiada, no entanto a coerência e consistência da sua ainda curta carreira merecia já este reconhecimento. Apresento algumas obras deste arquitecto.

fontes: arquitectura hoje
Prémio Sécil
New Italian Blood


terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

A poeira e o Areal


Com a chegada do tempo seco e quente o areal começa a mostrar os sinais de inadequação à sua função actual, altamente prejudicial à qualidade do ar de toda a zona ribeirinha. É uma ironia que contradiz com o desejo de tornar o Passeio 25 de Abril um local mais aprazível e um cartão de visita para qualquer turista.

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

Moinhos

Gemieira

Gemieira

Correlhã

A Câmara Municipal da vila de Gavião (Portalegre) lançou recentemente um interessante concurso de ideias que visa recuperar os moinhos de dois afluentes do Rio Tejo. É um conjunto de 20 moinhos que fazem parte da arqueologia dos processos produtivos que dinamizaram o concelho até ao século passado. Este património construído alia-se ao património natural caracterizado por estas ribeiras que desaguam no Tejo. Conscientes da importância da recuperação deste testemunho da história local em ruínas devido ao abandono dos campos, a autarquia decidiu procurar soluções que devolvam a sua fruição aliada a uma oferta atractiva de turismo de lazer e cultural. Pretende-se que o conjunto de moinhos existente sirva de suporte físico a um novo tipo de utilização que promova o desenvolvimento turístico sustentável.


Um caso que nos recorda o estado de abandono dos moinhos de Ponte de Lima espalhados pelos nossos ribeiros em total estado de abandono e sem qualquer plano de salvaguarda. É o caso do património que se estende ao longo do Rio Trovela e o magnífico conjunto dos moinhos da Gemieira onde parece esperar pela verdadeira intervenção. As ciclovias, a recuperação das margens destes afluentes com percursos pedestres e espaços de lazer poderão fomentar a sua recuperação e manutenção. As freguesias do concelho, apesarem de serem cobertas por manchas verdes de natureza não têm efectivamente espaços verdes de lazer no verdadeiro sentido do termo.

Largo de Camões

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

A derrocada em Ponte da Barca



A ponte medieval de Ponte da Barca, "irmã" da ponte medieval de Ponte de Lima sofreu na noite da passada terça-feira uma derrocada. Os sinais de fissuração num dos pilares era já evidente há meses. Tenho vindo a alertar para os sinais de degradação e abandono da nossa ponte medieval; situação consequente do excessivo estacionamento, vandalismo e desatenção por parte da autarquia. Esta notícia faz recordar-nos a fragilidade destas estruturas quando não são devidamente acompanhadas e não têm um regime de manutenção regular. É interessante ler o artigo do arquitecto Francisco do Vale a respeito deste assunto no seu blog
"Arquitectura Hoje".

JN-Derrocada em ponte de Ponte da Barca

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

Intervenção no Centro Histórico



A actual intervenção no Passeio 25 de Abril, Rua Inácio Perestrelo e Rua Dr. António Magalhães suscita leituras diversas. Embora o objectivo da obra contenha uma certa nobreza de princípios na medida em que pretende atribuir maior desafogo ao sistema pedonal do centro histórico melhorando a entrada na ponte medieval e desimpedindo as vistas para o rio a partir do Largo de Camões, assim como a dotação de melhores condições de esplanada para o comércio ribeirinho; a eliminação da banda de estacionamento existente poderá criar problemas a esse mesmo comércio a curto-médio prazo. É uma intervenção claramente vocacionada para os períodos de maior fluxo túristico e que dignificará o património da vila, no entanto, durante os restantes dias do ano será uma medida que acentuará a desertificação da vila que é já uma realidade gritante. Esta diminuição de lugares de estacionamento sem a criação de novos espaços é um sinal de que a autarquia continua a socorrer-se do areal como alternativa de futuro, adiando mais uma vez uma verdadeira intervenção neste espaço.

domingo, 1 de fevereiro de 2009

Arquitectura desaparecida em Ponte de Lima (II)





A Casa Grande da Além-da-Ponte em Arcozelo é um edifício do séc XIX. É constituído por três pisos; os dois primeiros de desenho sóbrio delineado com fenestrações regulares com janelas de guilhotina como a maioria do casario da época mas pontuado nos remates superiores por um frontão triangular e estatuária de gosto neo-clássico. O terceiro piso assume-se como um elemento mais leve e transparente. Organiza-se perpendicularmente à fachada e abre-se no sentido nascente-poente. O edifício vai tornando-se deste modo sucessivamente mais transparente e construtivamente leve em altura. Esta filosofia foi levada ao seu expoente no remate superior do edifício onde era pontuado por um miradouro/torre desenhado com uma caixilharia de trama quadrangular típica da época. Tudo indica que tenha sido a partir deste mesmo local que foi registada a célebre fotografia da vila num dia de feira de 1858. A escolha deste local deixa adivinhar a sua posição hegemónica, ou seja, era um ponto a partir do qual era possível obter uma panorâmica completa da vila mas era também consequentemente uma peça arquitectónica facilmente avistada a partir da vila. Era portanto uma peça que dominava o "skyline" do casario de Além-da-Ponte. Quem seguisse na ponte medieval para Arcozelo seria um pormenor que não passaria despercebido destacando-se dos restantes telhados. Para além deste facto, o Largo seria muito dignamente embelezado por esta casa que no seu estado original apresentava-se como um exemplo único no património edificado da vila. Justifica-se e é oportuna, num próximo restauro do edifício, a reposição deste elemento que o valorizaria exponencialmente.
bibliografia: Ponte de Lima - Uma Vila Histórica no Minho, p.270-272
Arquivo Municipal de Ponte de Lima 1981 vol.II, p.231-236