terça-feira, 14 de julho de 2009

Traços d´arq


Foi lançado recentemente o site do Atelier Traços d´arq, um jovem gabinete que de forma muito consistente tem trabalhado no sentido de dotar o concelho com uma arquitectura capaz de respeitar a memória do nosso património construído. A arquitectura associada à disciplina de um pensamento sobre o território é um bem cada vez mais necessário em Ponte de Lima.

domingo, 28 de junho de 2009

Ponte de Lima 1963 (IV)






Sequência de vídeo retirada do documentário da RTP sobre Ponte de Lima inserida na série "Terras de Portugal" de 1963
Direcção e realização do jornalista limiano Reinaldo Varela.

Música: Aphex Twin - Avril 14th

Citação

"O areal tem, actualmente e do meu ponto de vista, na forma geral da vila uma função essencial: permitir a entrada de ar e de luz, permitir a respiração, e, dessa forma, suscitar a compreensão de um certo telurismo que justifica muitas das características de Ponte de Lima. Nessa medida, o areal deve ser sempre simples areal, um espaço público que nos permita fruir os elementos naturais, o casario, a ponte, o horizonte, as montanhas e o céu, sem intrusões visuais significativas ou intervenções que nos façam esquecer todo o espaço envolvente. Um areal, assim entendido, valoriza o edificado, dando-lhe monumentalidade. Um areal, assim sem outra função, reconduz Ponte de Lima às suas origens."


José Carlos de Magalhães Loureiro
in Anunciador das Feiras Novas

quarta-feira, 17 de junho de 2009

Património


Na última semana foi inaugurado o monumento evocativo da Lenda do Rio Lethes- Rio do Esquecimento nas margens do Rio Lima em pleno centro histórico. É uma obra "malfadada" desde os primeiros movimentos de terra no areal que faziam adivinhar a sua inusitada implantação em local historicamente reservado à inconstância das águas. Um grave erro facilmente perceptível neste primeiro passo da obra. O segundo passo materializado na colocação da estatuária fez jus às piores expectativas. O tradicional enquadramento paisagístico da ponte medieval e casario com o seu ar bucólico sofre um duro golpe com este "ruído" naquele imenso vazio do areal. É certo que esta lenda já estava, e muito bem, representada num painel de azulejos em espaço nobre (numa das esquinas do Mercado Municipal), baseado numa bela tapeçaria de Almada Negreiros presente num Hotel de Viana. Desta forma, este novo monumento apenas pretende recalcar e reivindicar a lenda para o actual local. Esta insólita intervenção no areal , pousando uma base de betão para acolher arte figurativa abre um precedente grave neste espaço eminentemente moldado pela natureza justificando acções futuras. Por outro lado, o facto de não estar inserido num plano mais abrangente de requalificação do areal condicionará a longo prazo esta mesma proposta. Em declarações ao Jornal Alto Minho o presidente da autarquia afirmou que este monumento pretende mostrar que Ponte de Lima é também uma vila românica (existiam dúvidas?) e que estas imagens "coloridas" irão espalhar Ponte de Lima pelo mundo (é este o postal que queremos transmitir?). As intervenções sem o devido aconselhamento e baseadas no gosto popular correm o risco de infantilizar uma ideia nobre e sobretudo não terem a capacidade de resistir ao teste do tempo. O ambicioso Plano de Valorização das Margens do Lima; um projecto meritório que marcou o início da presidência de Daniel Campelo na Câmara Municipal e que de uma forma correcta e saudável colocou os limianos a discutir uma orientação a longo prazo para o centro histórico parece pertencer ao passado. A realidade é que muito do proposto nesse plano foi construído e Ponte de Lima beneficiou de intervenções desapaixonadas mas simultaneamente sensíveis à paisagem e estrutura urbana da vila. Refiro-me a obras como o centro náutico, pousada de juventude, Festival de Jardins, mercado do gado e mercado municipal assim como o novo posto de turismo que, embora sub-aproveitados e controversos, foram amplamente divulgados fora do país em publicações da especialidade que potenciaram um novo turismo apreciador de arquitectura contemporânea e de novas abordagens ao património em centros históricos. Atitude corajosa por parte do município que não enveredou pelo caminho mais cómodo da mediocridade. No entanto, as últimas intervenções no espaço urbano, apesar de rápidas, denotam claramente a pobreza de discussão pública e sobretudo um esquecimento de saberes disciplinares de urbanistas, designers, arquitectos e escultores devidamente qualificados e que em parceria deveriam ser os actores de um palco sensível como é o centro histórico de Ponte de Lima. A dura realidade é que o turista culto sabe distinguir o património real do património postiço.

quarta-feira, 3 de junho de 2009

Arquitectura desaparecida em Ponte de Lima (IV)

até 1972

actualmente

Cito um texto publicado na revista Arquivo de Ponte de Lima de 1982 por João Gomes d´Abreu sobre a demolição da Casa dos Pacheco Pinto:


"A fotografia que se apresenta na primeira posição (...) constitui o único testemunho iconográfico que conhecemos da velha casa dos Pacheco Pinto, à Fonte da Vila. Foi conseguida à custa da ampliação de um bilhete postal ilustrado, por se terem gorado todas as diligências para obter uma fotografia original que enquadrasse aquela casa. Ninguém tinha, ninguém sabia quem pudesse ter. Daí, a falta de qualidade da fotogravura.
A casa dos Pacheco Pinto era, sem dúvida, um dos imóveis mais expressivos do velho casco urbano. De raiz quinhentista bem evidente (cantarias, registos epigráficos em gótico tardio) era, contudo, o séc XVII a época que mais transparecia (volumetria, proporção de cheios e vazios, tipo de fenestração, cornija e gárgulas, pedra de armas, o cunho popular) passem, embora, as intervenções sofridas posteriormente, em particular os tectos barrocos revelados em caixotões de madeira policromada. Hoje não tenho dúvidas em afirmar que essa destruição constitui um dos golpes mais violentos vibrados nos últimos anos no acervo patrimonial da vila. Em nada se desemerece se a compararmos se a compararmos com a brutal demolição da casa do Patim, ou da dos Achiolis (ao Arrabalde), ou até do Hospital Velho da Misericórdia. E se estas desaparecem numa época menos que insensível à noção de património arquitectónico e à necessidade da sua conservação, aquela foi desfeita quando esta noção constituia já uma preocupação dominate de qualquer país civilizado (e Portugal era-o!). E, pior ainda, foi permitida a sua substituição por um edifício sem qualidade, concebido sem preocupação de escala e que alterou profundamente a hierarquia da estrutura urbana existente. Os valores admitidos dos indíces volumétricos e de ocupação do solo, conferem-lhe uma importância que o ultrapassa e forçam a uma situação de subalternidade os edifícios vizinhos, em particular a velha câmara e o pelourinho que perdem a promeninência, apesar da dimensão do espaço livre envolvente. Em 1970, perante a iminência da demolição, uma ilustre Senhora que, há 83 anos vinha assistindo à transfiguração constante da sua terra, escreveu, apreensiva, ao Director Geral dos Serviços de Urbanização, solicitando urgente intervenção. A resposta não se fez tardar. A 5 de Janeiro de 1971 a Direcção de Urbanização do Distrito de Viana do Castelo enviava o seguinte ofício (Ofº 19 - Proc.º U/7):

Exma. Senhora
D. Maria Rita Magalhães de Abreu Coutinho
Casa do Chafariz

PONTE DE LIMA


[...]

Relativamente à carta de V. Ex.ª dirigida ao Exmo. Engenheiro Director-Geral destes Serviços, informa-se que superiormente foi determinado esclarecer V. Ex.ª do seguinte:

-Reconstrução de um prédio particular-

Depois de termos obtido pareceres de técnicos sobre o interesse da casa a demolir, referida na carta de V. Ex.ª, verificou-se que a mesma não tem qualquer interesse arquitectónico, e que se encontra em mau estado, ameaçando ruína.
O novo edifício pode ser construído com uma cércea mais elevada, ou seja, três pisos, que se harmonize com os contíguos, e a sua arquitectura poderá enquadrar-se devidamente no ambiente do local.
[...]


Este ofício, que não se comenta, deve ficar registado neste local. Assim, fará também parte do património histórico de Ponte de Lima.
"

João gomes d´Abreu (engenheiro civil-urbanista)

sexta-feira, 22 de maio de 2009

A arte de fazer património em Ponte de Lima


É de um puro provincianismo este tipo de obras num espaço que deveria ser restituído ao seu carácter natural de areal. Ponte de Lima desvirtua desta forma um dos seus elementos naturais mais marcantes e do qual deveria orgulhar-se. Há 20 anos qualquer limiano ridicularizaria qualquer tipo de intervenção neste espaço lembrando que a subida do rio encarregar-se-ia de fazer a sua justiça reclamando o seu território. Hoje a autarquia já não pensa no areal como um areal mas sim como um espaço a servir como o estacionamento da vila por excelência argumentando que a saída do parque automóvel deste espaço seria a "machadada" final no comércio. Na realidade a "machada" foi dada recentemente ao eliminar-se o estacionamento nas artérias do centro histórico. Quem vai à Figueira da Foz ou Matosinhos e passeia na marginal observando ao seu lado o vazio que aquele imenso areal provoca, olha para ele como uma oportunidade de lazer e enquadramento paisagístico. Ponte de Lima era detentora de uma característica única em Portugal senão mesmo a nível europeu: um imenso areal fluvial que resistiu à vontade de nele pousar qualquer elemento construtivo. Os concursos de ideias ficaram de lado, urbanistas, arquitectos e designers já não têm voz nesta vila que faz obras sem consulta popular. No último ano tudo é avisado com uma semana de antecedência ou então somos confrontados com as obras
in loco. Projectos globalizadores não existem e tudo é feito pontualmente e com um gosto bastante discutivel. É o caso desta obra que considero dos maiores atentados à paisagem do centro histórico. Um monumento que faz lembrar as obras históricas do regime do Estado Novo, uma espécie de Padrão dos Descobrimentos à beira lima plantado. É a arte de "fazer património" em Ponte de Lima. Primeiro, um pelourinho que se implanta discutivelmente entre as rampas do areal, agora uma rampa que se prolonga em jeito de avenida e a seguir uns cruzamentos construídos em paralelo a cruzarem o areal. Devem seguir-se umas plantações de árvores e quem sabe uns candeeiros, umas bicas de água para a feira, uns canteiros de flores labirínticos et voilá, os limianos acabaram de perder a memória do velho areal que permaneceu virgem durante séculos. Um espaço ecológico em pleno centro histórico que não merecia menor protecção do que a que foi dada às Lagoas. A batalha por devolver o areal aos limianos está assim irremediavelmente perdida por incúria e caprichos de autarcas que em poucos meses foram iluminados com dotes e competências de urbanistas.
Para terminar, lanço um palpite para a nova estátua de bronze a implantar no centro histórico...um diabo a cravar as unhas numa pedra.

terça-feira, 12 de maio de 2009

Ponte de Lima 1963 (III)




Sequência de vídeo retirada do documentário da RTP sobre Ponte de Lima inserida na série "Terras de Portugal" de 19
63
Direcção e realização do jornalista limiano Reinaldo Varela.

Música: Max Richter - Written in the sky

segunda-feira, 4 de maio de 2009

S. Cristovão de Freixo





A Ermida de São Cristovão em S.Julião de Freixo situada no alto do monte com o mesmo nome do santo merece visita obrigatória. É uma pequena ermida do séc. XVII embora a sua origem remonte para séculos anteriores. Formalmente é bastante simples, com parcas aberturas mas sobressaindo um volumoso friso granítico que remata a sua forma cúbica.
Tal como outras capelas características de montes ermos como Santo Ovídio e São Lourenço da Armada, são construções que assumem um ar quase fortificado e muito medievalizado protegendo-se contra o vandalismo e as duras condições atmosféricas a que estão sujeitas. Existem relatos de pastores de S. Lourenço que no séc. XIX arrombavam as portas da ermida para aí colocarem os seus animais à sombra. São ermidas que abrem as suas portas apenas na festa anual dedicada ao santo. Na Ermida de São Cristovão de Freixo os problemas de segurança foram resolvidos de uma forma curiosa: a construção de uma cerca murada em jeito de muralha circular forma uma cintura de protecção à ermida e que corre muito próxima das suas paredes. Dois postigos permitem o acesso através desta cerca murada e que criam uma forte expectativa na aproximação à capela, delimitando claramente o adro religioso do exterior denso de arvoredo. Uma relíquia no concelho.

fotos: Teotónio Pereira, 2007, http://www.geocaching.com/seek/cache_details.aspx?wp=GC14KMR

quinta-feira, 30 de abril de 2009

"Musica Profana"



"Musica Profana
" é um projecto musical de Ponte de Lima em formação por Daniel Moreira e Catarina Lima e que se apoia fortemente no imaginário ancestral das lendas populares ou no período dos Descobrimentos e todo o misticismo que a poesia fomentou. Deixo uma breve descrição dos próprios:

O projecto Música Profana, oriundo de Ponte de Lima, nasce do desejo do seu fundador Daniel Moreira em aliar o Metal a elementos da música Tradicional e Folk. O peso caracteristico do Metal é cortado por sons de concertinas e gaitas de foles, assim como pela voz feminina. A baixa afinação proporciona uma base instrumental sólida que contrasta com as melodias e instrumentos agudos. Inteiramente cantadas em português por Catarina Lima, as canções baseiam-se em Mitos, Lendas e feitos históricos do povo português. O tema "Mostrengo" adaptado do poema de Fernando Pessoa (Mensagem) refere-se ao encontro mitológico que os nossos descobridores tiveram com Adamastor, já o "Mensageiro da Névoa" é inspirado no mito de D. Sebastião. "Pieira dos Lobos" é uma lenda da zona de Ponte de Lima e o "Canto do Poeta" (tema acústico) não tem qualquer base mitológica, podendo-se considerar uma homenagem à poesia.

domingo, 26 de abril de 2009

Madalena Martins

Boletim municipal
Mascote Feiras Novas

A designer Madalena Martins será porventura das artistas limianas mais subestimadas. O período de maior fulgor da última década autárquica confunde-se com as inúmeras contribuições da Madalena na criação de uma iconografia própria. A Madalena Martins e o seu atelier criaram um traço muito particular e que surge de uma clara investigação na iconografia popular e muito sedimentada em raízes minhotas, desde os trajes folclóricos, os lenços, a joalharia ou ornamentação festiva. Este peso da tradição é condensado em formas contemporâneas e vivas. O atelier teve um importante papel na renovação imagética das Feiras Novas e todo o franchising sendo hoje um marca facilmente reconhecível fora de Ponte de Lima. Todo o grafismo desenvolvido pelo atelier tem perdurado desde então. Apesar de hoje ser algo bem assimilado pela população, esta renovação não aconteceu sem uma recepção pública com opiniões contraditórias. No entanto, a mascote das Feiras Novas é hoje um símbolo incontornável.
Das contribuições para a Autarquia posso citar como exemplos, o grafismo do autocarro oficial, o boletim municipal e toda a iconografia da Área Protegida das Lagoas.
Mas o traço de Madalena Martins e o seu atelier "Zain" ultrapassa a área geográfica de Ponte de Lima, sendo o seu trabalho facilmente reconhecido na cidade do Porto ou Lisboa. Deixo como exemplo o Cartaz de S.joão do Porto de 2005.

Lagoas

Cartaz S.João Porto 05

quinta-feira, 23 de abril de 2009

"Lagoa"


A Câmara Municipal de Ponte de Lima colocará em funcionamento no próximo sábado a rede de bicicletas urbanas destinadas a turistas e munícipes. Os pontos de paragem localizados na quinta de Pentieiros, Centro de Interpretação Ambiental das Lagoas de S.Pedro de Arcos/Bertiandos e no Mercado Municipal da vila. É uma óptima iniciativa que vem dar seguimento a uma política ambiental e de salvaguarda da paisagem. Estes pontos de paragem fazem crer à partida que o percurso incentiva mais um conceito de passeio turístico junto às margens do que propriamente uma ideia de uso quotidiano dentro dos limites urbanos e maioritariamente usado pelos limianos. Já defendi neste blog a "contaminação" das ecovias pelos eixos urbanos estruturantes da vila como a Avenida António Feijó, Via Foral D.Teresa e até um percurso pelo Monte da Madalena. Desta forma é de salutar a operação que está sendo levada a cabo na Avenida António Feijó dotando-a com ciclovias devidamente separadas dos automóveis. Estas ciclovias juntar-se-ão à recente intervenção ribeirinha e a partir daqui directamente ligadas às ecovias.
No entanto, se na Avenida António Feijó o uso de tinta azul florescente serve bem os propósitos, o mesmo não acontece na Avenida dos Plátanos. É com indignação que vejo o mesmo tratamento sobreposto ao pavimento longitudinal desta alameda. Todo o enquadramento paisagistico é afectado de forma gravosa por este ruído no pavimento. Se por um lado a Avenida dos Plátanos é por si só uma larga "ciclovia" desprovida de trânsito automóvel e perfeitamente apta ao convivio saudável entre peões e bicicletas sem necessidade de uma marcação tão clara de separação, a existir deveria ter sido devidamente desenhada com materiais que se integrassem de forma saudável no conjunto. As ciclovias em centros históricos exigem um tratamento mais sensível. Será que veremos estas linhas a prolongar-se pela recente intervenção no Passeio e Largo de Camões? Porque não previu esta intervenção as ciclovias no seu desenho?

domingo, 19 de abril de 2009

Ponte de Lima 1963 (II)


Um outro areal que começa a apagar-se da memória colectiva...


Sequência de vídeo retirada do documentário da RTP sobre Ponte de Lima inserida na série "Terras de Portugal" de 1963.
Direcção e realização do jornalista limiano Reinaldo Varela.

Música: Max Richter - H in New England


quinta-feira, 9 de abril de 2009

Alameda S.joão


A Câmara Municipal de Ponte de Lima anunciou a revitalização da Alameda de S. João. Uma medida que já se assumia mais urgente do que a actual intervenção no Passeio 25 de Abril. A Alameda de S.João sempre foi a "irmã" pobre da Avenida dos Plátanos. A sua actual vocação como acesso obrigatório à Expolima acentuou a sua degradação mas também retirou esta alameda da sua condição periférica e sombria. Aproveitem-se as sinergias das correntes obras de repavimentação do passeio, melhorem o acesso do Largo da Feira a esta alameda, novos candeeiros e recuperem a linha de arvoredo bastante degradada. Julgo que existe alguma beleza a ser redescoberta.

terça-feira, 7 de abril de 2009

Granihouse




A Graniminho, uma empresa sediada em Ponte de Lima, constrói casas modulares amovíveis com cerca de 48m2. rondam os 60 mil euros e não necessitam alicerces. Desta forma ficam normalmente isentas de licenciamento camarário. A casa tipo é um T2 com 24 toneladas de peso.

É um conceito que pretende alargar-se a outros programas arquitectónicos como apoio de piscina, abrigo de montanha, atelier ou um simples anexo de jardim.


"São casas modulares, que normalmente não pagam impostos, embora esta não seja uma questão linear, já que há diferentes interpretações de câmara municipal para câmara municipal", disse, à Lusa, José de Brito, um dos administradores da "Graniminho". "Em três meses, a casa fica pronta a habitar, num conceito chave na mão. Nós levamos a casa ao terreno do cliente e instalámo-la, ou em cima de uma pequena laje de betão ou em pilares de granito. Se um dia, por acaso, o cliente decidir mudar de ares, é só contactar-nos que nós trataremos de lhe levar a casa para a sua nova morada", disse ainda José de Brito.


É uma ideia de forte expansão futura no mercado e uma prova do empreendedorismo e criatividade de alguns empresários limianos que não cedem ao cinzentismo provocado pela crise actual e uma excelente forma de revitalizar a industria de granito no concelho.


Graniminho
RTP
Expresso

quarta-feira, 1 de abril de 2009

Ponte de Lima 1963





Sequência de vídeo retirada do documentário da RTP sobre Ponte de Lima inserida na série "Terras de Portugal" de 1963.
Direcção e realização do jornalista limiano Reinaldo Varela.

Música: Philip Glass - metamorphosis two