O aspecto mais curioso destas imagens será a existência até 1927 de um sólido fontanário acoplado à empena de uma modesta casa que chegou aos nossos dias embora com a sua aparência exterior profundamente reformulada.
domingo, 23 de agosto de 2009
Arquitectura desaparecida em Ponte de Lima (V)
O aspecto mais curioso destas imagens será a existência até 1927 de um sólido fontanário acoplado à empena de uma modesta casa que chegou aos nossos dias embora com a sua aparência exterior profundamente reformulada.
segunda-feira, 17 de agosto de 2009
quinta-feira, 13 de agosto de 2009
Canal do município de Ponte de Lima
Canal do município de Ponte de Lima no site Youtube onde são arquivados os vídeos relativos à actividade recente no concelho.
Link: Canal do município de Ponte de Lima
Link: Canal do município de Ponte de Lima
quarta-feira, 29 de julho de 2009
Mercado do Gado - Arq. Carvalho Araújo
O Mercado de Gado projectado pelo arquitecto José Manuel Carvalho Araújo no programa da RTPN Arquitectarte
quarta-feira, 15 de julho de 2009
Passeio (I)

É difícil resistir a publicar esta fotografia de meados dos anos 20 do século passado no momento em que o monumento de homenagem ao folclore começa a assentar os seus alicerces em frente do mercado municipal. Ao observarmos atentamente a fotografia do Passeio 25 de Abril podemos constatar que toda a linha de paredão estava claramente desenhada como uma peça essencial na divisão daquele espaço natural, que é o rio e o areal, do espaço urbano construído que corresponde ao casario da vila. As rampas eram os únicos elementos mediadores destes dois espaços. Para além disto, este talude em pedra enquadrava a panorâmica da vila desde a capela de S. João até o outro extremo rematado pela Capela de Nossa Senhora da Guia. De certa forma apresentava-se como uma "base" onde a vila assentava. Infelizmente, nas últimas décadas foram sendo adicionadas demasiadas peças defronte dessa linha que acabaram por esconder esta característica. Refiro-me às novas linhas de árvores paralelas à avenida de S.João, Pelourinho, espaços verdes, assoreamento e nova estatuária. O próprio micro-clima gerado por estes elementos naturais modificou-se; hoje é um espaço extremamente seco. Reparamos também que todo o passeio ribeirinho era um espaço bucólico, de contemplação do rio, ponte e toda a paisagem envolvente. Como qualquer vila ou cidade da província em pleno séc. XIX, era uma vila melancólica. Se esta característica não deixa saudades no estado de espírito da comunidade, o contrário não se aplica ao primôr com que era desenhado o espaço público nesta época. O "espírito do lugar" é algo difícil de classificar e até de preservar tal é a sua subjectividade. No entanto, podemos concluir que Ponte de Lima, apesar do folclore ter fortes raízes, nunca foi uma vila "folclórica".
terça-feira, 14 de julho de 2009
Conferência
Conferência de Jovens Arquitectos Premiados Internacionalmente
O ciclo de conferências, comissariado por Cristina Veríssimo, realiza-se no âmbito das celebrações do encerramento do 10.º aniversário da Ordem dos Arquitectos e tem lugar no Torreão Nascente da Cordoaria Nacional, em Lisboa, nos dias 9, 16 e 23 de Julho.
Com esta primeira edição do ciclo pretende-se demonstrar a existência de um crescente interesse e participação dos nossos jovens arquitectos em concursos e prémios de carácter internacional, cujos resultados têm sido gratificantes para a promoção e divulgação da mais jovem arquitectura portuguesa.
Os arquitectos António Ildefonso e André Rocha apresentarão no dia 23 de Julho às 19h o projecto da creche premiada em Itália.
Links: alinhamento
O ciclo de conferências, comissariado por Cristina Veríssimo, realiza-se no âmbito das celebrações do encerramento do 10.º aniversário da Ordem dos Arquitectos e tem lugar no Torreão Nascente da Cordoaria Nacional, em Lisboa, nos dias 9, 16 e 23 de Julho.
Com esta primeira edição do ciclo pretende-se demonstrar a existência de um crescente interesse e participação dos nossos jovens arquitectos em concursos e prémios de carácter internacional, cujos resultados têm sido gratificantes para a promoção e divulgação da mais jovem arquitectura portuguesa.
Os arquitectos António Ildefonso e André Rocha apresentarão no dia 23 de Julho às 19h o projecto da creche premiada em Itália.
Links: alinhamento
Traços d´arq

Foi lançado recentemente o site do Atelier Traços d´arq, um jovem gabinete que de forma muito consistente tem trabalhado no sentido de dotar o concelho com uma arquitectura capaz de respeitar a memória do nosso património construído. A arquitectura associada à disciplina de um pensamento sobre o território é um bem cada vez mais necessário em Ponte de Lima.
domingo, 28 de junho de 2009
Ponte de Lima 1963 (IV)
Sequência de vídeo retirada do documentário da RTP sobre Ponte de Lima inserida na série "Terras de Portugal" de 1963
Direcção e realização do jornalista limiano Reinaldo Varela.
Música: Aphex Twin - Avril 14th
Citação
"O areal tem, actualmente e do meu ponto de vista, na forma geral da vila uma função essencial: permitir a entrada de ar e de luz, permitir a respiração, e, dessa forma, suscitar a compreensão de um certo telurismo que justifica muitas das características de Ponte de Lima. Nessa medida, o areal deve ser sempre simples areal, um espaço público que nos permita fruir os elementos naturais, o casario, a ponte, o horizonte, as montanhas e o céu, sem intrusões visuais significativas ou intervenções que nos façam esquecer todo o espaço envolvente. Um areal, assim entendido, valoriza o edificado, dando-lhe monumentalidade. Um areal, assim sem outra função, reconduz Ponte de Lima às suas origens."
José Carlos de Magalhães Loureiro
in Anunciador das Feiras Novas
in Anunciador das Feiras Novas
quarta-feira, 17 de junho de 2009
Património
quarta-feira, 10 de junho de 2009
quarta-feira, 3 de junho de 2009
Arquitectura desaparecida em Ponte de Lima (IV)
Cito um texto publicado na revista Arquivo de Ponte de Lima de 1982 por João Gomes d´Abreu sobre a demolição da Casa dos Pacheco Pinto:
"A fotografia que se apresenta na primeira posição (...) constitui o único testemunho iconográfico que conhecemos da velha casa dos Pacheco Pinto, à Fonte da Vila. Foi conseguida à custa da ampliação de um bilhete postal ilustrado, por se terem gorado todas as diligências para obter uma fotografia original que enquadrasse aquela casa. Ninguém tinha, ninguém sabia quem pudesse ter. Daí, a falta de qualidade da fotogravura. A casa dos Pacheco Pinto era, sem dúvida, um dos imóveis mais expressivos do velho casco urbano. De raiz quinhentista bem evidente (cantarias, registos epigráficos em gótico tardio) era, contudo, o séc XVII a época que mais transparecia (volumetria, proporção de cheios e vazios, tipo de fenestração, cornija e gárgulas, pedra de armas, o cunho popular) passem, embora, as intervenções sofridas posteriormente, em particular os tectos barrocos revelados em caixotões de madeira policromada. Hoje não tenho dúvidas em afirmar que essa destruição constitui um dos golpes mais violentos vibrados nos últimos anos no acervo patrimonial da vila. Em nada se desemerece se a compararmos se a compararmos com a brutal demolição da casa do Patim, ou da dos Achiolis (ao Arrabalde), ou até do Hospital Velho da Misericórdia. E se estas desaparecem numa época menos que insensível à noção de património arquitectónico e à necessidade da sua conservação, aquela foi desfeita quando esta noção constituia já uma preocupação dominate de qualquer país civilizado (e Portugal era-o!). E, pior ainda, foi permitida a sua substituição por um edifício sem qualidade, concebido sem preocupação de escala e que alterou profundamente a hierarquia da estrutura urbana existente. Os valores admitidos dos indíces volumétricos e de ocupação do solo, conferem-lhe uma importância que o ultrapassa e forçam a uma situação de subalternidade os edifícios vizinhos, em particular a velha câmara e o pelourinho que perdem a promeninência, apesar da dimensão do espaço livre envolvente. Em 1970, perante a iminência da demolição, uma ilustre Senhora que, há 83 anos vinha assistindo à transfiguração constante da sua terra, escreveu, apreensiva, ao Director Geral dos Serviços de Urbanização, solicitando urgente intervenção. A resposta não se fez tardar. A 5 de Janeiro de 1971 a Direcção de Urbanização do Distrito de Viana do Castelo enviava o seguinte ofício (Ofº 19 - Proc.º U/7):
Exma. Senhora D. Maria Rita Magalhães de Abreu Coutinho
Casa do Chafariz
PONTE DE LIMA
[...]
Relativamente à carta de V. Ex.ª dirigida ao Exmo. Engenheiro Director-Geral destes Serviços, informa-se que superiormente foi determinado esclarecer V. Ex.ª do seguinte:
-Reconstrução de um prédio particular-
Depois de termos obtido pareceres de técnicos sobre o interesse da casa a demolir, referida na carta de V. Ex.ª, verificou-se que a mesma não tem qualquer interesse arquitectónico, e que se encontra em mau estado, ameaçando ruína. O novo edifício pode ser construído com uma cércea mais elevada, ou seja, três pisos, que se harmonize com os contíguos, e a sua arquitectura poderá enquadrar-se devidamente no ambiente do local.
[...]
Este ofício, que não se comenta, deve ficar registado neste local. Assim, fará também parte do património histórico de Ponte de Lima."
João gomes d´Abreu (engenheiro civil-urbanista)
segunda-feira, 25 de maio de 2009
sexta-feira, 22 de maio de 2009
A arte de fazer património em Ponte de Lima
É de um puro provincianismo este tipo de obras num espaço que deveria ser restituído ao seu carácter natural de areal. Ponte de Lima desvirtua desta forma um dos seus elementos naturais mais marcantes e do qual deveria orgulhar-se. Há 20 anos qualquer limiano ridicularizaria qualquer tipo de intervenção neste espaço lembrando que a subida do rio encarregar-se-ia de fazer a sua justiça reclamando o seu território. Hoje a autarquia já não pensa no areal como um areal mas sim como um espaço a servir como o estacionamento da vila por excelência argumentando que a saída do parque automóvel deste espaço seria a "machadada" final no comércio. Na realidade a "machada" foi dada recentemente ao eliminar-se o estacionamento nas artérias do centro histórico. Quem vai à Figueira da Foz ou Matosinhos e passeia na marginal observando ao seu lado o vazio que aquele imenso areal provoca, olha para ele como uma oportunidade de lazer e enquadramento paisagístico. Ponte de Lima era detentora de uma característica única em Portugal senão mesmo a nível europeu: um imenso areal fluvial que resistiu à vontade de nele pousar qualquer elemento construtivo. Os concursos de ideias ficaram de lado, urbanistas, arquitectos e designers já não têm voz nesta vila que faz obras sem consulta popular. No último ano tudo é avisado com uma semana de antecedência ou então somos confrontados com as obras in loco. Projectos globalizadores não existem e tudo é feito pontualmente e com um gosto bastante discutivel. É o caso desta obra que considero dos maiores atentados à paisagem do centro histórico. Um monumento que faz lembrar as obras históricas do regime do Estado Novo, uma espécie de Padrão dos Descobrimentos à beira lima plantado. É a arte de "fazer património" em Ponte de Lima. Primeiro, um pelourinho que se implanta discutivelmente entre as rampas do areal, agora uma rampa que se prolonga em jeito de avenida e a seguir uns cruzamentos construídos em paralelo a cruzarem o areal. Devem seguir-se umas plantações de árvores e quem sabe uns candeeiros, umas bicas de água para a feira, uns canteiros de flores labirínticos et voilá, os limianos acabaram de perder a memória do velho areal que permaneceu virgem durante séculos. Um espaço ecológico em pleno centro histórico que não merecia menor protecção do que a que foi dada às Lagoas. A batalha por devolver o areal aos limianos está assim irremediavelmente perdida por incúria e caprichos de autarcas que em poucos meses foram iluminados com dotes e competências de urbanistas.
Para terminar, lanço um palpite para a nova estátua de bronze a implantar no centro histórico...um diabo a cravar as unhas numa pedra.
terça-feira, 12 de maio de 2009
Ponte de Lima 1963 (III)
Sequência de vídeo retirada do documentário da RTP sobre Ponte de Lima inserida na série "Terras de Portugal" de 1963
Direcção e realização do jornalista limiano Reinaldo Varela.
Música: Max Richter - Written in the sky
quinta-feira, 7 de maio de 2009
segunda-feira, 4 de maio de 2009
S. Cristovão de Freixo


A Ermida de São Cristovão em S.Julião de Freixo situada no alto do monte com o mesmo nome do santo merece visita obrigatória. É uma pequena ermida do séc. XVII embora a sua origem remonte para séculos anteriores. Formalmente é bastante simples, com parcas aberturas mas sobressaindo um volumoso friso granítico que remata a sua forma cúbica. Tal como outras capelas características de montes ermos como Santo Ovídio e São Lourenço da Armada, são construções que assumem um ar quase fortificado e muito medievalizado protegendo-se contra o vandalismo e as duras condições atmosféricas a que estão sujeitas. Existem relatos de pastores de S. Lourenço que no séc. XIX arrombavam as portas da ermida para aí colocarem os seus animais à sombra. São ermidas que abrem as suas portas apenas na festa anual dedicada ao santo. Na Ermida de São Cristovão de Freixo os problemas de segurança foram resolvidos de uma forma curiosa: a construção de uma cerca murada em jeito de muralha circular forma uma cintura de protecção à ermida e que corre muito próxima das suas paredes. Dois postigos permitem o acesso através desta cerca murada e que criam uma forte expectativa na aproximação à capela, delimitando claramente o adro religioso do exterior denso de arvoredo. Uma relíquia no concelho.
fotos: Teotónio Pereira, 2007, http://www.geocaching.com/seek/cache_details.aspx?wp=GC14KMR
quinta-feira, 30 de abril de 2009
"Musica Profana"

"Musica Profana" é um projecto musical de Ponte de Lima em formação por Daniel Moreira e Catarina Lima e que se apoia fortemente no imaginário ancestral das lendas populares ou no período dos Descobrimentos e todo o misticismo que a poesia fomentou. Deixo uma breve descrição dos próprios:
O projecto Música Profana, oriundo de Ponte de Lima, nasce do desejo do seu fundador Daniel Moreira em aliar o Metal a elementos da música Tradicional e Folk. O peso caracteristico do Metal é cortado por sons de concertinas e gaitas de foles, assim como pela voz feminina. A baixa afinação proporciona uma base instrumental sólida que contrasta com as melodias e instrumentos agudos. Inteiramente cantadas em português por Catarina Lima, as canções baseiam-se em Mitos, Lendas e feitos históricos do povo português. O tema "Mostrengo" adaptado do poema de Fernando Pessoa (Mensagem) refere-se ao encontro mitológico que os nossos descobridores tiveram com Adamastor, já o "Mensageiro da Névoa" é inspirado no mito de D. Sebastião. "Pieira dos Lobos" é uma lenda da zona de Ponte de Lima e o "Canto do Poeta" (tema acústico) não tem qualquer base mitológica, podendo-se considerar uma homenagem à poesia.
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