segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Ponte de Lima 1963 (V)








Sequência de vídeo retirada do documentário da RTP sobre Ponte de Lima inserida na série "Terras de Portugal" de 19
63
Direcção e realização do jornalista limiano Reinaldo Varela.

Música: Johann Johannsson - Melodia (I)

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Arquitectura desaparecida em Ponte de Lima (VII)


até 1950

actualmente

O prédio que fazia o gaveto do Largo de S.José com a Rua Inácio Perestrelo sofreu com a política de realinhamentos urbanos que na primeira metade do século passado procuraram redesenhar alguns perfis de ruas do centro urbano. Era um edifício claramente voltado para o Largo de S.José como denota a nobreza da fachada de vão simétricos, cantarias sólidas e varandas suportadas por mísulas. Esta fachada típica do séc. XVIII rematava o perfil da Rua da Abadia com a mesma linguagem arquitectónica caracterizada por varandas de ferro com um certo lavor artístico, neste caso pelo desenho de harpas nas guardas. No entanto, esta fachada tinha no seu desenho um certo ar de palacete urbano atribuindo ao largo adjacente a dignidade que um espaço público de confluência exige. O prédio tinha 3 pisos sendo o último muito provavelmente uma adicção posterior. Por outro lado, a fachada que se volta para a Rua Inácio Perestrelo tem um carácter secundário, de maior pobreza de desenho, com vãos dispostos com uma geometria pouco clara. O constraste entre o cheio e o vazio entre vãos e a solidez das paredes denuncia uma ancestralidade anterior à era de setecentos e talvez a origem do prédio seja contemporânea do
prédio dos Marinho Pinto também demolido na mesma rua. Este edifício tinha uma implantação que difere do actual prédio construído nos anos 50 do séc.XX. O antigo prédio ocupava parte do Largo de S.José e direccionava o fluxo da rua da Abadia para a Rua Beato Francisco Pacheco provocando um ligeiro alargamento da Rua Inácio Perestrelo. O prédio foi demolido no final da primeira metade do século passado e as fotos aqui apresentadas registam os primeiros momentos das obras de demolição, já sem as caixilharias e os operários no topo do prédio. Está patente a preocupação do autor das mesmas em fixar um momento urbano que pela sua centralidade não passaria despercebido na vida quotidiana da vila. No seu lugar emergiu outro prédio de escala exagerada, construida com acabamentos que não fazem a ponte com o restante casario e que, em conjunto com o prédio vizinho (actual BPI), ambicionou marcar com uma nova imagem simbólica de uma modernidade ingénua mas bem presente nas vilas e cidades do país e que Ponte de Lima não quis permanecer alheada.

Fontes: Ponte de Lima-Uma Vila Histórica no Minho, p.267
Revista Arquivo de Ponte de Lima

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Ponte de Lima (dia de cheia em 1947)

Passeio 25 de Abril

Rua do Rosário


Fotos: Arquivo Família Vieira Lisboa_Casa da Freiria

Conditions Magazine


Conditions Magazine é o nome de uma revista escandinava de cariz mais teórico e que tem como objecto de estudo a discussão de temas ligados à arquitectura e urbanismo. Pretende integrar-se num segmento do mercado editorial no campo da arquitectura que tem vindo a ser subestimado com o excessivo culto da imagem. É uma revista que propõe-se discutir de raíz temas oportunos e assim encontrar novas estratégias que se adaptem a esta sociedade em evolução contínua. É com orgulho que vejo entre os três editores e fundadores desta publicação a jovem limiana Joana Sá Lima em conjunto com Tor Inge Hjemdal e Anders Melsom. Encontra-se neste momento no seu segundo número e pretende ter uma média de quatro publicações anuais.

sábado, 3 de outubro de 2009

Praia Fluvial



Após a construção do açude, infra-estrutura estanque que não previu na época uma necessária renovação do curso das águas, a percepção de que a Praia do Arnado deixaria de ser uma realidade fez-se notar. A subida do nível das águas provocada por esta represa aniquilou gradualmente com o lençol de areia que propíciava uma adequada zona de banhos na bifurcação do Rio Labruja com o Rio Lima. O investimento realizado nesse local teve assim um curto período de vida. Associado à perda de qualidade das àguas e da areia das suas margens, Ponte de Lima perdeu o mais importante foco de lazer dos jovens limianos durante os meses de verão e perdeu também umas das melhores praias fluviais do país. As condições ambientais mudaram, as características do rio não permitem neste momento a recuperação deste bem nos locais tradicionais. Porém, a avaliar pela recente fixação dos banhistas, uma nova zona tem sido priveligiada a jusante do açude. Neste local o rio retoma o seu curso normal com a sua corrente de água renovada pelo galgar do açude e detém um areal razóavel. O assumir desta zona como praia fluvial é oportuna. Para isso torna-se essencial a revisão de um novo açude que permita descargas regulares eliminando a sedimentação de detritos no fundo das águas e que seja uma mais-valia para o extraordinário posicionamento do clube náutico em termos de resultados. O açude poderá integrar uma ponte pedonal que permita a passagem entre margens e dinamize a alameda a poente da Igreja Nossa Sra. da Guia e incentive um percurso pedonal a 360º entre as pontes. O areal deverá ser limpo e equipamentos de apoio aos banhistas deverão acompanhar esta intervenção. A ligação e dinamização das margens neste local libertaria o açude do abandono acelerado. As represas são na generalidade locais de grande afluência turística devido ao espectáculo provocado pelas águas. Devem ser por isso um grande foco de dinamização turística. Infelizmente não foi o sucedido em Ponte de Lima, resta a oportunidade.

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Além da Ponte




Apesar de pouco digna de menções, esta estreita rua entre a Rua Conde da Barca e o Largo Alexandre Herculano não deixa de surpreender pelas suas inusitadas características. Pouco atravessável, esta rua da qual não consegui apurar a sua toponímia, apresenta várias curiosidades. Um sólido muro denunciando óbvia ancestralidade remata a rua a norte e permite o acesso à rua que corre a uma cota superior. A sua estreiteza comparativamente à altura dos prédios que confrontam esta rua exponenciam a sua verticalidade. O fechamento existente a norte atribuiu um carácter privado, de fortes relações de vizinhança. É um espaço que faz a transição entre uma realidade de concentração urbana existente no centro histórico com a presença mais rural de Arcozelo. No entanto, a relativa modéstia das suas construções apostando em varandas corridas no último piso e a diferença cromática associada às particularidades do espaço público da rua remetem para uma realidade urbana que é mais típica das cidades e vilas do sul de Portugal e Espanha, onde o desenho do casco antigo tem fortes raízes no urbanismo muçulmano.
A sul esta rua desemboca num largo de pequenas dimensões pontuado por um fontanário e ladeado por construções de arquitectura popular e cujo bom gosto das recuperações tem vindo a restituir a dignidade que este espaço merece.

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Fontes e Fontanários




Ponte de Lima é rica em fontes e chafarizes espalhados pelo território. No entanto sofrem de dois males. Por um lado a qualidade das águas (mais de metades destas fontes de água estão impróprias para consumo) e por outro lado, a quantidade da água que é jorrada pelas bicas. Veja-se o caso do chafariz do Largo de Camões que parece ter perdido o vigor com que se processa o sentido descendente entre os vários patamares (para não falar da falta de limpeza). O outro caso será o da Fonte da Vila; seria interessante colocar as bicas laterais a funcionar. O efeito seria francamente exponenciado. Para um centro histórico que sofre tanto nos meses de Verão com a falta de humidade, estes pontos de água seriam essenciais para introduzir alguma frescura.


Sobre este assunto: Tempo Cativo

sábado, 29 de agosto de 2009

Arquitectura contemporânea em Ponte de Lima (III)




Restaurante Sto. Ovídio
Traços D´arq - arquitectura


Rua Além-Ponte

Nota

Tenho sido abordado pelo facto de pertencer à Comissão de Juventude da candidatura de Victor Mendes. Sempre assumi-me com uma postura independente em relação a partidos e foi desta forma que aceitei integrar esta comissão de aconselhamento. Nunca me privei de trocar impressões com qualquer elemento pertencente a algum partido da oposição sempre que me foram solicitadas, por acreditar que qualquer proposta que melhore a qualidade de vida em Ponte de Lima não deve ser patenteada por algum partido como se de um trunfo clubístico se tratasse. Todas as intervenções presentes neste blogue foram tratadas como "chamadas de atenção" ao executivo perante orientações com as quais discordo, elucidando o público para outras formas de agir, e sempre que possível apresentar soluções. As intervenções têm sido feitas a título pessoal , daí nunca ter sido um blogue ao serviço partidário. A minha postura tem sido ao serviço de uma Ponte de Lima melhor e aceitei o convite num espírito de aconselhamento perante causas em que acredito dentro da minha área de especialização. Em relação à política seguida por este blogue, devo acrescentar que, não deixarei de exercer o meu dever de cidadania opondo-me a determinadas estratégias seguidas pelo actual executivo camarário (caso do Bar do Arnado, areal, passeio e estatuária) e assim pretendo continuar até sentir legitimidade para tal e a minha consciência assim o ditar. Se me questionam se pertencer à comissão de juventude da candidatura do CDS/PP é compatível com a minha postura muito crítica em relação ao actual executivo, não será certamente incompatível com o desejo de contribuir para um concelho melhor, mesmo que para ter alguma voz tenha de assumir a integração num determinado grupo.

domingo, 23 de agosto de 2009

Arquitectura desaparecida em Ponte de Lima (V)

até 1927

actualmente

O aspecto mais curioso destas imagens será a existência até 1927 de um sólido fontanário acoplado à empena de uma modesta casa que chegou aos nossos dias embora com a sua aparência exterior profundamente reformulada.

Casa na Rua do Mercado

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

quarta-feira, 29 de julho de 2009

Mercado do Gado - Arq. Carvalho Araújo

O Mercado de Gado projectado pelo arquitecto José Manuel Carvalho Araújo no programa da RTPN Arquitectarte

quarta-feira, 15 de julho de 2009

Passeio (I)


É difícil resistir a publicar esta fotografia de meados dos anos 20 do século passado no momento em que o monumento de homenagem ao folclore começa a assentar os seus alicerces em frente do mercado municipal.
Ao observarmos atentamente a fotografia do Passeio 25 de Abril podemos constatar que toda a linha de paredão estava claramente desenhada como uma peça essencial na divisão daquele espaço natural, que é o rio e o areal, do espaço urbano construído que corresponde ao casario da vila. As rampas eram os únicos elementos mediadores destes dois espaços. Para além disto, este talude em pedra enquadrava a panorâmica da vila desde a capela de S. João até o outro extremo rematado pela Capela de Nossa Senhora da Guia. De certa forma apresentava-se como uma "base" onde a vila assentava. Infelizmente, nas últimas décadas foram sendo adicionadas demasiadas peças defronte dessa linha que acabaram por esconder esta característica. Refiro-me às novas linhas de árvores paralelas à avenida de S.João, Pelourinho, espaços verdes, assoreamento e nova estatuária. O próprio micro-clima gerado por estes elementos naturais modificou-se; hoje é um espaço extremamente seco. Reparamos também que todo o passeio ribeirinho era um espaço bucólico, de contemplação do rio, ponte e toda a paisagem envolvente. Como qualquer vila ou cidade da província em pleno séc. XIX, era uma vila melancólica. Se esta característica não deixa saudades no estado de espírito da comunidade, o contrário não se aplica ao primôr com que era desenhado o espaço público nesta época. O "espírito do lugar" é algo difícil de classificar e até de preservar tal é a sua subjectividade. No entanto, podemos concluir que Ponte de Lima, apesar do folclore ter fortes raízes, nunca foi uma vila "folclórica".

terça-feira, 14 de julho de 2009

Conferência

Conferência de Jovens Arquitectos Premiados Internacionalmente

O ciclo de conferências, comissariado por Cristina Veríssimo, realiza-se no âmbito das celebrações do encerramento do 10.º aniversário da Ordem dos Arquitectos e tem lugar no Torreão Nascente da Cordoaria Nacional, em Lisboa, nos dias 9, 16 e 23 de Julho.


Com esta primeira edição do ciclo pretende-se demonstrar a existência de um crescente interesse e participação dos nossos jovens arquitectos em
concursos e prémios de carácter internacional, cujos resultados têm sido gratificantes para a promoção e divulgação da mais jovem arquitectura portuguesa.

Os arquitectos António Ildefonso e André Rocha apresentarão no dia 23 de Julho às 19h o projecto da creche premiada em Itália.


Links: alinhamento