É frequente depararmo-nos com o sucesso de um determinado feito que colhe a aprovação generalizada do público. Tomadas de decisões ou obras felizes que nos enchem de confiança ilusória para repetir esta fórmula como garante de sucesso e conforto. No entanto, qualquer criativo apercebe-se rapidamente da perda de vigor que a exploração de um mesmo tema envolve. O ridículo apodera-se desse acto criativo ao ponto de descredibilizar o obra primeira.
É curiosa a percepção desta lógica de pensamento nas intervenções no centro histórico de Ponte de Lima. A aposta em soluções criativas e únicas que nos distinguiam perante outros munícipios foi colocada de lado para um enfoque em intervenções previamente testadas. O caso mais pragmático será o da estatuária. O que era inicialmente um caso único que introduzia um carácter inusitado e de referência a um determinado local, transforma-se à quarta ou quinta repetição num ridiculo evento perceptível a qualquer turista.
O segundo caso será o ajardinamento do espaço público. Ponte de Lima fez um trabalho notável neste ponto, criando uma "escola" de jardineiros criativos e que têm sido excelentes embaixadores da vila. Na hora de intervir no areal a solução lógica assentou no seu ajardinamento à imagem do que acontece nos restantes jardins públicos. Soluções anunciadas como soluções de compromisso mas que inutilizam qualquer desejo de plano mais ambicioso. O tema do areal nunca deveria ser o verde mais sim o branco, a cor tradicional deste espaço. O areal como espaço com características inusitadas num espaço urbano é uma oportunidade para introduzir variedade paisagística à vila para além do verde. A ponte medieval foi a primeira a acusar o excesso de desenho; monumento tradicionalmente assente num manto de areia que afirmava a sua leitura longitudinal.
Soluções difíceis como a resolução do areal (com ou sem autómoveis) exigiriam soluções únicas e criativas.
Realizar-se-á nos próximos dias 2, 3 e 4 de Julho a Peça de teatro "Auto da Barca do Inferno" de Gil Vicente no areal de Ponte de Lima, junto à ponte medieval. Promovido pela Associação Cultural "Unhas do Diabo" e encenação de Dantas Lima.
The Kanguru Projectsão uma banda de indie/rock oriunda de Ponte de Lima, Viana do Castelo. Lançaram o seu primeiro albúm em janeiro de 2009, edição de autor, o qual se intitula Knock Out.
Ainda em 2009, em Novembro estiveram nos UltraSoundStudios em Braga a gravar o seu segundo albúm. Este albúm foi produzido pelo Pedro Mendes (Heavenwood) e pelo Daniel Cardoso (Heavenwood/Slamo/Head Control System). O Album conta ainda com a participação do próprio Daniel Cardoso na voz, no tema Street Riot e do Ronaldo Fonseca (Peixe:Avião) no tema Uncle Sam Doesn't Want You (disponível no myspace da banda).
Com influências de White Stripes, X-Wife ou Kings of Leon, têm-se imposto de forma galopante no circuito nacional. E não seria de esperar outro desenvolvimento dada a qualidade demonstrada em tão curto espaço temporal.Neste momento encontram-se em votação em conjunto com outras bandas emergentes nacionais visando a participação na edição 2010 do Optimus Alive.
O escritor António Manuel Couto Viana morreu esta tarde aos 87 anos no Hospital de Santa Maria, em Lisboa, disse à Lusa fonte próxima da família.
O escritor, que residia há cerca de dez anos na Casa do Artista, em Lisboa, foi internado naquele hospital “nos últimos dias, devido a problemas num pé que se agravaram, vindo a falecer”, disse a mesma fonte.O último livro de António Manuel Couto Viana, poeta, contista, ensaísta, actor, dramaturgo, encenador e figurinista, foi a poesia de “Ainda não”, com poemas autobiográficos, lançado em Abril.
O volume de contos pícaros com o título “O que é que eu tenho Maria Arnalda?” foi editado em Setembro de 2009.Em tempos mestre de cena do Teatro S. Carlos, Couto Viana pertenceu ao grupo Távola Redonda e esteve ligado à formação de companhias de teatro, designadamente o grupo Gerifalto e o Teatro da Mocidade.Por intermédio de David Mourão-Ferreira estreou-se como actor e figurinista em 1946 no Teatro Estúdio do Salitre, em Lisboa, mas já anteriormente tinha dado os primeiros passos no teatro de família, o Sá de Miranda, em Viana do Castelo, cidade onde nasceu.
Em 1948, estreou-se na poesia com o livro “O avestruz lírico”, tendo desde então publicado vários títulos.Entre 1950 e 1954 dirigiu, com David Mourão-Ferreira, Luiz de Macedo e Alberto de Lacerda, os cadernos de poesia Távola Redonda, e mais tarde a revista cultural Graal, tendo ainda feito parte da redação da revista Tempo Presente (1959-1961).Couto Viana integrou também a direcção do Teatro de Ensaio (Teatro Monumental) e da Companhia Nacional de Teatro.Encenou óperas para o Círculo Portuense de Ópera e Companhia Portuguesa de Ópera e foi orientador artístico da Oficina de Teatro da Universidade de Coimbra.
A Banda da Grã Cruz de Mérito, Grão-Cruz da Falange Galega, Grande Oficialato da Ordem do Infante D. Henrique e a Medalha de Mérito Cultural da Cidade de Viana do Castelo foram algumas das condecorações que o escritor recebeu ao longo da vida.
Ao longo da sua carreira foi distinguido com vários prémios literários, entre os quais o Prémio Antero de Quental, Prémio Nacional de Poesia, Prémio Fundação Oriente e Prémio Academia das Ciências de Lisboa.Conselheiro do Conselho de Leitura da Fundação Gulbenkian, Couto Viana encontrava-se a escrever a história da Companhia Nacional de Teatro, de que foi empresário entre 1961 e 1967, disse à Lusa em Setembro de 2009.
A aposta nos transportes não poluentes como as bicicletas e a criação de ciclovias é um sinal de desenvolvimento e progressismo nas urbes actuais. Ponte de Lima tem tido uma política exemplar neste tema. Porém, é incompreensível que se sacrifique um troço da pouca muralha do séc.XIV que nos resta para "cravar" um suporte de estacionamento para bicicletas.
Usem e abusem do zoom para lerem melhor e verem os desenhos mais de perto, e não se esqueçam que esta é uma edição interactiva.
Obrigado a quem se disponibilizou para a ajudar e a quem enviou trabalhos. Não é possível pôr tudo numa só edição, por isso terão que esperar pelo próximo mês.
Resta ainda dizer que poderá haver uma versão impressa que poderá ser consultada em alguns locais da vila, mas ainda não está nada confirmado.
A Polis Litoral Norte lançou um concurso público para a Elaboração de Projecto de Requalificação e Valorização da Frente Ribeirinha de Caminha com o objectivo dotar a frente ribeirinha deste núcleo urbano de condições de vivência e usufruto pela população e visitantes permitindo uma ligação rio/terra de qualidade.
Os concursos públicos têm essencialmente duas vantagens: -Proporcionar variedade de propostas que introduzam ideias novas e criativas na resolução dos problemas; - Capacidade de comparação das propostas e garantir a escolha da melhor das apresentadas a concurso.
Um exemplo que deveria generalizar-se em Ponte de Lima.