sábado, 3 de outubro de 2009

Praia Fluvial



Após a construção do açude, infra-estrutura estanque que não previu na época uma necessária renovação do curso das águas, a percepção de que a Praia do Arnado deixaria de ser uma realidade fez-se notar. A subida do nível das águas provocada por esta represa aniquilou gradualmente com o lençol de areia que propíciava uma adequada zona de banhos na bifurcação do Rio Labruja com o Rio Lima. O investimento realizado nesse local teve assim um curto período de vida. Associado à perda de qualidade das àguas e da areia das suas margens, Ponte de Lima perdeu o mais importante foco de lazer dos jovens limianos durante os meses de verão e perdeu também umas das melhores praias fluviais do país. As condições ambientais mudaram, as características do rio não permitem neste momento a recuperação deste bem nos locais tradicionais. Porém, a avaliar pela recente fixação dos banhistas, uma nova zona tem sido priveligiada a jusante do açude. Neste local o rio retoma o seu curso normal com a sua corrente de água renovada pelo galgar do açude e detém um areal razóavel. O assumir desta zona como praia fluvial é oportuna. Para isso torna-se essencial a revisão de um novo açude que permita descargas regulares eliminando a sedimentação de detritos no fundo das águas e que seja uma mais-valia para o extraordinário posicionamento do clube náutico em termos de resultados. O açude poderá integrar uma ponte pedonal que permita a passagem entre margens e dinamize a alameda a poente da Igreja Nossa Sra. da Guia e incentive um percurso pedonal a 360º entre as pontes. O areal deverá ser limpo e equipamentos de apoio aos banhistas deverão acompanhar esta intervenção. A ligação e dinamização das margens neste local libertaria o açude do abandono acelerado. As represas são na generalidade locais de grande afluência turística devido ao espectáculo provocado pelas águas. Devem ser por isso um grande foco de dinamização turística. Infelizmente não foi o sucedido em Ponte de Lima, resta a oportunidade.

3 comentários:

Luís Gonçalves L disse...

Um açude (uma verdadeiro muro!) sem comportas automatizadas deu no que deu.O proprio rio acabou por ,aos poucos , o demolir. Os estragos , ao longo dos anos, são conhecidos.Desfazer o que resta é a solução . Depois construir um verdadeiro açude tendo em conta as correntes do rio.Escolher o local certo. Concordo com a sugestão do Blog .

Luis Gonçalves L.

António Gonçalves disse...

A ideia do arquitecto André Rocha -faz todo o sentido . Deveria ter sido feito na primeira hora.Foi um erro. Ao menos que sirva de lição - futura ...

António Gonçalves

David disse...

Pois, no entanto ninguém fala do Salmão-do-Atlântico. Pois é, este ser vivo que subia o rio para se reproduzir ficou bastante prejudicado com esta construção. E como já é costume neste país, mais uma construção falhada e milhões de euros deitados "pelo rio abaixo"!