quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Estudo de Revitalização da Praia Fluvial de Ponte de Lima






ESTUDO DE REVITALIZAÇÃO DA PRAIA FLUVIAL DE PONTE DE LIMA

A necessidade de uma zona de praia fluvial devidamente qualificada constitui uma necessidade urgente e oportuna não só como pólo de dinamização turística mas também como foco de lazer nos meses de verão. A gradual deterioração das margens do Rio Lima através da proliferação de vegetação e consequente desaparecimento de areia fluvial de qualidade ditou o fim do maior foco de lazer para os jovens limianos na época balnear.
No entanto, assistimos nestes últimos anos à deslocação da praia fluvial da zona do Arnado para a zona a jusante do açude, além da Ponte Nossa Senhora da Guia.
Neste local, devido à renovação eficaz da água através do açude, assim como a existência de uma bolsa de areia considerável, tem propiciado alguma deslocação de banhistas.
Este estudo para a revitalização da praia fluvial de Ponte de Lima alia-se à necessidade de reconstrução do açude de forma a permitir descargas regulares que permitam evitar a sedimentação de detritos no rio Lima mas também a necessidade de dotar o clube náutico de Ponte de Lima de condições de excelência à pratica deste desporto embaixador.
PROPOSTA
O projecto tem como “coluna vertebral” o aproveitamento da reconstrução do açude como ponte pedonal que permita fechar um circuito circulatório entre as duas margens complementada pela ponte medieval.
Esta ponte, de desenho elegante e procurando usufruir de uma proximidade das pessoas com a água do rio, é complementada por dois volumes construídos nos seus limites. Construções estas que serão potenciadas pelo fluxo desta ponte pedonal.
Do lado Sul, rematando o eixo da Avenida dos Plátanos, propomos a criação de um restaurante/casa de chá com esplanada a poente , sobre a cascata proporcionada pelo açude e com vista para a praia fluvial na outra margem. Este volume contém casas de banho públicas e local para estacionamento de bicicletas, encarado como ponto de descanso da ecovia que tem inicio no local. A cobertura do restaurante poderá ser utilizado como miradouro sobre o Rio Lima. É uma construção que é encarada como uma estrutura leve, em balanço sobre o rio, reforçando a sua esbelteza. O forro das fachadas em ripas de contraplacado de madeira contextualiza com a envolvente.
Na outra margem, um volume circular apresenta-se como apoio à praia fluvial. Também ligeiramente elevado ao nível das cotas de cheia, funcionará como balneários feminino/masculino e pequena loja de apoio. É uma construção que segue a mesma linha estética do restaurante assumindo como pertencendo ao mesmo conjunto. A praia fluvial será dotada de outros equipamentos como posto salva-vidas de observação.
É um equipamento que pretende ser um foco atractivo e de remate poente da vila qualificando e potenciando turisticamente. Apresenta-se como intervenção estruturante de Ponte de Lima melhorando a qualidade de vida dos seus cidadãos.
André Rocha
facebook.com/andrerocha.adi

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

sábado, 4 de fevereiro de 2012

Rua da Matriz - 1955


Rua da Matriz no ano de 1955. Destaque para o reboco original da casa à direita e o parco comércio da rua. A actual Sapataria Nataly apresenta letreiro em forma de lâmpada difícil de decifrar a verdadeira actividade. Aceitam-se informações.

Actualização a partir de comentários de leitores:

-A Pensão Morais encontrava-se no prédio da direita e um da esquerda da rua (como ainda hoje acontece)
-Mercearia da Matriz ( Zé do Rogério) e o café Guerra (à altura propriedade de Ernesto Guerra). -Não sei se em 1955, já existia um lugar de vendas de fruta e carne de porco, de Maria do Céu Fernandes ( mãe do atual proprietário- Manuel Morais Fernandes).

Em relação à actual loja da Sapataria Nataly:
"Era a Casa Nogueira (não sei se seria essa a correta designação comercial...). Era seu proprietário Hamilton Nogueira ( tio, por afinidade, do atual proprietário do imóvel). Vendia material elétrico - lâmpadas e pouco mais- era o que havia à época, não havia ainda muitos eletrodomésticos. Agente Philips,à altura marca de grande prestígio,era também o "sponsor" do reclamo que indiciava a venda de lâmpadas da marca holandesa. Além disso, tinha um depósito de tabaco de venda por grosso."


Foto: Ordem dos Arquitectos